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Resident Evil: Novo filme quebra recordes na bilheteria e diretor rebate críticas

Resident Evil: Novo filme quebra recordes na bilheteria e diretor rebate críticas

A nova adaptação cinematográfica de Resident Evil, comandada pelo diretor Zach Cregger, chegou aos cinemas registrando marcas históricas para a franquia nos cinemas. Com uma arrecadação impressionante em seu primeiro fim de semana, o longa-metragem superou com facilidade as projeções iniciais do mercado, consolidando-se também como a adaptação de um videogame mais bem avaliada de todos os tempos pela crítica especializada.

Sucesso de bilheteria e quebra de recordes

O filme arrecadou US$ 60 milhões na América do Norte e US$ 48,3 milhões no mercado internacional, somando um total global de US$ 108,3 milhões em sua estreia. O valor ultrapassou confortavelmente as estimativas iniciais dos especialistas, que previam uma abertura entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões nos Estados Unidos. Produzido com um orçamento de US$ 75 milhões (sem contar custos de marketing), o longa já superou toda a bilheteria total de Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City (2021), que fez US$ 41,9 milhões durante todo o seu período em exibição.

A trajetória de sucesso começou logo nas exibições prévias de quinta-feira à noite nos EUA, onde o longa arrecadou mais de US$ 9 milhões. O resultado estabeleceu um novo recorde para a franquia no país — superando com folga o recorde anterior de US$ 1 milhão alcançado por Resident Evil 6: O Capítulo Final (2016).

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Aclamação crítica e distância dos jogos

Além da resposta financeira, a recepção crítica foi extremamente positiva. O filme alcançou 96% de aprovação no Rotten Tomatoes (com base em 140 avaliações) e uma pontuação de 80 no Metacritic (baseada em 32 análises), além de receber a nota 8/10 na avaliação da GameSpot. Um dos pilares para esse sucesso crítico foi a decisão consciente de Cregger de não adaptar diretamente os personagens ou enredos clássicos da Capcom.

Como destacado na análise do GameSpot por Eric Frederiksen: "Ao se afastar das histórias e personagens dos videogames, Cregger se desvia da grande bala do 'esse não é o meu Leon Kennedy' e, em vez disso, nos deixa finalmente vivenciar Resident Evil por nós mesmos, através dos nossos próprios olhos."

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A polêmica sobre o final e a versão alternativa

Apesar do sucesso de público e crítica, o encerramento do filme dividiu opiniões. A trama revela que o personagem Bryan, interpretado por Austin Abrams, transforma-se em um monstro infectado após ser mordido por uma criança, servindo como a história de origem para uma das criaturas do universo do jogo quando a seringa com a cura se quebra no chão.

Cregger revelou em entrevistas que o final original era quase completamente diferente. Na primeira versão gravada, quando a seringa se quebrava, Bryan simplesmente entrava em um massacre desenfreado. Contudo, exibições de teste geraram reações negativas, com o público relatando que a decisão tornava o desfecho desanimador. Prevendo essa reação, o diretor havia filmado uma sequência de contingência (Plano B), mantendo a busca emocional pela cura e a transformação final em monstro. Cregger comentou o desfecho polêmico:

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"Este filme inteiro não era sobre esse cara salvando o mundo. Era a história de origem de um monstro. Ele recontextualiza tudo, e eu gosto de um filme que te dá um soco na cara. Gosto de um filme que não dá o que você quer, mas o que ele te dá é mais impactante."

Sobre as críticas recebidas pelos espectadores que não gostaram do encerramento, o cineasta foi categórico ao afirmar que respeita as opiniões, mas não mudaria sua visão: "Que pena. Eu não me importo. Isso não me incomoda nem um pouco. Se você não gostou do final, nós apenas discordamos. Eu respeito. Mas eu nunca mudo isso em um milhão de anos."

Futuro e o relacionamento com os fãs de jogos

Apesar de confirmar que possui ideias para possíveis sequências, Zach Cregger declarou que pretende encerrar sua participação em filmes de grandes franquias. O diretor admitiu ter sido ingênuo ao acreditar que os fãs hardcore dos jogos iriam abraçar uma abordagem que não utilizasse os personagens e histórias originais dos games, revelando ter recebido forte rejeição de parte da comunidade gamer por conta dessa escolha criativa.

Referências consultadas:

via gamespot.com

via eurogamer.net